domingo, 15 de novembro de 2009

Esse sorriso fácil e essa mania de brincar com tudo, não é tudo. Essa sinceridade além do normal tampa as minhas mentiras como a peneira tampa o sol. Mas você não enxerga, você nem imagina. Quando você respira aliviado por saber que estou na sua mão, eu me pergunto diversas vezes o por quê de você estar na minha vida. O meu ciúme é a mais pura vaidade do meu ego, dando suas caras. A atenção que dou a você é a minha carência sendo alimentada. O seu beijo é só pra matar a minha vontade e o seu abraço pra tirar de mim, o frio. Aqueles olhares um tanto quanto difíceis de serem desvendados revelam o mais simples dos significados: você não sabe com quem está lidando. Nem poderia. Eu mesma não sei quem sou hoje. Amanhã, quem sabe, eu acorde com uma enorme vontade de ser outra, ou a mesma. Vai saber. O jogo só termina quando o juiz apita e o espetáculo só termina quando as cortinas se fecham. Enquanto nada disso acontece, guarde suas certezas e pergunte-se: e se eu não quiser mais você amanhã?

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Esperamos atitudes (positivas) dos outros e não paramos pra pensar que eles esperam o mesmo da gente. Afinal, quando é "no dos outros, é refresco". E quando nós temos que agir? E como agir? Já fiz isso inúmeras vezes. Inércia. Fiquei esperando um grito, um gemido, um sorriso, e não me dei conta que meus pés atados ao chão não demonstravam absolutamente nada. Como o ser humano é arrogante, achar que os outros têm de agir, sempre, sempre. Façamos nós mesmos, então, a diferença. Coloquemos nós mesmos, os pingos nos "is".
Ah, detalhe importante. O medo da reação. É, uma hipótese para o "freio" pode estar aí. Ninguém quer receber uma cara feia, uma resposta feia. Mas aí mesmo que eu não respiro mais. Vou soltar o grito da garganta e fazer valer minhas cordas vocais. Valendo, quem esperar, nao viverá.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Se passa de uma brincadeira de criança ou da palavra de um adulto. Se amanhã já vai ser tarde ou muito cedo, se eu vou cair na ansiedade, se isso vai ser gostoso ou se nem vai fazer diferença. Se eu vou me olhar no espelho e achar que estou fazendo papel de boba, se sou boba em achar que faço papel de boba. Se vai, se fica. Se é pra sempre, ou para alguns dias.
Se o meu desejo, for o seu, eu grito de alegria.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Aprender a jogar sem saber as regras é um tanto quanto desafiador.
Perigoso também, eu diria. É como jogar no escuro.
Aí você blefa, você esconde algumas cartas. Você pensa e pensa em qual carta colocar na mesa. A diferença desse jogo, que não é de azar, é que não quero jogar contra você, quero jogar com você. Não quero truques e trapaças. Quero todas as cartas na mesa. Do mesmo lado. Quero a rainha junto do rei, entendeu agora?
Arruma a mesa, coloca a toalha, põe as cartas e pode também embaralhar. Eu distribuo, meio a meio, certinho, porque é assim que eu quero jogar. Sem diferença. Quero jogar na mesma altura. Sem salto alto e óculos escuros. Quero que o seu jogo, seja o meu jogo. Dois jogadores. E um vencedor. Se possível, o amor. Tá afim de vencer?

sábado, 7 de novembro de 2009

É uma roda gigante. Como ela, é inevitável que ocorram várias voltas. Bem lentas caso a pré-ocupação fique inteiramente em vê-la girar ou, rápida, caso você se distraia e curta a paisagem. Aí olha para cima, para os lados, para baixo. É uma roda gigante até nos passageiros. Entram alguns, saem outros. Têm os que sempre permanecem e vão girando junto. Têm os que rapidamente tomam outro rumo. Como uma roda gigante, às vezes se está no alto, às vezes embaixo. Mas o mais incrível é que ela vai girando e a situação se inverte. Um dia de caça, outro de caçador.
E as paradas? Alguém desce e nessa você se vê lá em cima, no alto, curtindo tudo e vendo todos. O mesmo momento de satisfação e orgulho de si mesmo na vida real. A vida, que não é um parque de diversões, mas se assemelha e tanto com uma roda gigante. Aquela que nos encanta quando temos 5 anos, dá medo, mas a gente quer provar. Aquela que, quando estamos na casa dos 20, nos convida a levar amigos, uma paixão. A vida é assim, como uma roda gigante. Ela gira e gira de acordo com o nosso pensamento. Lento, rápido. E como a roda gigante, a vida tem também duas opções: ou você fica sentado a vendo passar, ou curte cada balanço. Eu fico com o balanço.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Minhas palavras são as mais sinceras. Quem sabe eu peco em falar tão abertamente sobre os meus sentimentos, ou talvez isso seja a solução pra vários empecilhos que as pessoas colocam quando o assunto é amor. Não sei. Única coisa que eu tenho certeza absoluta é que os meus sonhos não eram exagerados, minhas vontades não eram as maiores e o meu ideal não era impossivel de ser encontrado. Transformar em realidade o que passou tempos tomando conta dos meus pensamentos me fez renovar. Aqueles momentos em que eu pensei ser impossivel, aqueles momentos que me fizeram cair por segundos mas que sempre me ergueram valeram a pena. Tiraram do meu pensamento e colocaram na minha frente, como eu sempre quis. Existe. Existe alguém do jeitinho que eu quero. Existe a tampa da panela de todos. Por alguns dias ou pelo resto da vida, não sei, mas eu encontrei. E isso é a prova de que eu nunca devo desistir dos meus sonhos.

Boa viagem.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Não sei se é ele mas faz meu coração bater numa nova frequência. Isso que no momento importa.
Sem julgamentos, sem perfis, sem análises.
Dessa vez, como qualquer ser humano.